Category Archives: Derrames

Cameron e BP: acordo Deepwater Horison

A Cameron e a BP chegaram a um acordo segundo o qual a BP indemnizará aquela pelas actuais e futuras reivindicações compensatórias decorrentes do incidente ocorrido no Deepwater Horizon. Sob os termos do acordo, a Cameron concorda em pagar USD 250 milhões à BP,tendo ambas as partes concordado em abdicar das reivindicações recíprocas. Além disso, a BP irá indemnizar totalmente a Cameron por reclamações, danos decorrentes do Oil Pollution Act, pedidos de indemnização por danos a recursos naturais assim como danos associados aos custos para avaliação dos danos e outras reclamações decorrentes de terceiros.

Este acordo com a BP o acordo irá, de certa forma, remover as incertezas que a Cameron tem enfrentado no litígio associado ao evento no Deepwater Horizon, segundo o presidente e CEO Cameron Jack Moore, dado que o mesmo elimina todas as reivindicações históricas e futuras relacionadas com este incidente. Embora o acordo não preveja o pagamento de indemnização contra multas e penalidades punitivas ou potenciais reivindicações não compensatória, tal facto não representa um risco significativo para a Cameron.

As seguradoras da companhia estão prontas para financiar cerca de USD 170 milhões deste acordo. A Cameron espera tomar os encargos no quarto trimestre relativamente aos montantes não cobertos pelo seguro. Para concluir, vamos olhar para o Irão, onde a companhia russa OAO Tatneft (TATN) assinou um acordo avaliado em USD 1.000 milhões com o Irão para desenvolver o campo petrolífero Zagheh no Golfo Pérsico, onde muitos projectos de energia enfrentam atrasos devido às sanções intensificadas pelos países ocidentais. A Rússia, que se opôs às mais recente sanções financeiras e de energia sobre o Irão, está a ajudar a reiniciar o campo adormecido de Zagheh, com as empresas ocidentais a refrearem os seus investimentos neste país, o segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, após a Arábia Saudita.

Fonte: O País

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Derrame custou caro

Finalmente, o balanço do custo do último derrame da BP, divulgado no Fórum sobre Segurança Offshore. 12 mil milhões de dólares é o número avançado. Para ler em Derrames, as lições do Golfo do México.

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Petróleo fecha em queda limitada após explosão no México

A notícia é da AFP: Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira em Nova York, devido a temores sobre o sistema bancário europeu, mas reduziram as perdas depois do anúncio de uma explosão em uma refinaria no México.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em outubro fechou em 74,09 dólares, em baixa de 51 centavos em relação a sexta-feira.
O mercado nova-iorquino permaneceu fechado na segunda-feira pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Já na IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte ganhou 87 centavos, a 77,74 dólares.
Depois de chegar a perder mais de 2% durante grande parte da sessão, os preços recuperaram parte de suas perdas, depois do anúncio de uma explosão em uma refinaria da Pemex no México, na qual uma pessoa morreu e outras 10 ficaram feridas.
Esse acidente “deverá sustentar a demanda de produtos petroleiros por parte do México, explicou Antoine Halff, da corretora Newedge Group.
“O México tem uma capacidade reduzida de refinamento, é um importador de produtos” petroleiros, completou. “Se esta refinaria ficar inoperante de forma imprevista, isso pode criar uma demanda substitutiva”.
A refinaria de Cadereyta, perto de Monterrey (norte) é a mais moderna das seis exploradas pela Pemex no México, produzindo 235.000 barris diários, segundo a Halff.
O México importa combustível dos Estados Unidos, o que explica a reação dos mercados americanos.
No início da sessão, os preços tinham sido afetados pelos “temores sobre os bancos europeus”, explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.
O Wall Street Journal colocou em dúvida nesta terça-feira os resultados dos testes de resistência dos bancos feitos na União Europeia, estimando que certos riscos aos quais as instituições estão expostas foram subestimados.

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira em Nova York, devido a temores sobre o sistema bancário europeu, mas reduziram as perdas depois do anúncio de uma explosão em uma refinaria no México.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em outubro fechou em 74,09 dólares, em baixa de 51 centavos em relação a sexta-feira.
O mercado nova-iorquino permaneceu fechado na segunda-feira pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Já na IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte ganhou 87 centavos, a 77,74 dólares.
Depois de chegar a perder mais de 2% durante grande parte da sessão, os preços recuperaram parte de suas perdas, depois do anúncio de uma explosão em uma refinaria da Pemex no México, na qual uma pessoa morreu e outras 10 ficaram feridas.
Esse acidente “deverá sustentar a demanda de produtos petroleiros por parte do México, explicou Antoine Halff, da corretora Newedge Group.
“O México tem uma capacidade reduzida de refinamento, é um importador de produtos” petroleiros, completou. “Se esta refinaria ficar inoperante de forma imprevista, isso pode criar uma demanda substitutiva”.
A refinaria de Cadereyta, perto de Monterrey (norte) é a mais moderna das seis exploradas pela Pemex no México, produzindo 235.000 barris diários, segundo a Halff.
O México importa combustível dos Estados Unidos, o que explica a reação dos mercados americanos.
No início da sessão, os preços tinham sido afetados pelos “temores sobre os bancos europeus”, explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.
O Wall Street Journal colocou em dúvida nesta terça-feira os resultados dos testes de resistência dos bancos feitos na União Europeia, estimando que certos riscos aos quais as instituições estão expostas foram subestimados.

Veja o anúncio da CBS do acidente no México:

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A química política do petróleo, Ted Talk

Este vídeo da Ted Talk explica o que acontece num derrame, na mistura explosiva de petróleo e água. E porque temos de pagar caro pelo petróleo.

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Derrame no Mar Amarelo

Falámos muito do Golfo do México, mas o derrame do rio Amarelo  está a fazer estragos, 400 mil toneladas foram recolhidas, sobrem 200 mil.  Veja o vídeo do derrame na China:

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Os 10 maiores acidentes petrolíferos

Nos últimos 70 anos, mais de 80 episódios de média e alta gravidade lançaram nos mares e oceanos cerca de 7,4 bilhões de litros de petróleo – o correspondente ao volume de quase 3000 piscinas olímpicas. Os dez maiores desastres respondem por 68% desse total. A Exame Brasil realizou um dossier sobre Os 10 maiores Acidentes Petrolíferos da História, responsáveis por 68% dos derrames até hoje.

“Seriam necessários meses para o acidente da BP se igualar ao do Ixtoc I, um superpetroleiro que explodiu há 30 anos e derramou 454 mil toneladas de petróleo na baía de Campeche, no México. E anos para alcançar a magnitude dos 2 bilhões de litros derramados pelas forças iraquianas durante a Guerra do Golfo, em 1991, o maior da história. O volume de óleo jorrado pelo poço da BP – cerca de 11 milhões de litros, até agora – ainda é dez vezes menor que o liberado em 1967 pelo Torrey Canyon, um dos primeiros supertanques petrolíferos, que, após colidir com um recife, despejou 119 mil toneladas do óleo na costa sudoeste do Reino Unido”.

1- Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)
Volume: 1 milhão e 360 mil toneladas (753 piscinas olímpicas)
O pior vazamento de petróleo da história não foi propriamente acidental, mas deliberado. Causou enormes danos à vida selvagem no Golfo Pérsico, depois que forças iraquianas abriram as válvulas de poços de petróleo e oleodutos ao se retirarem do Kuwait.

2- Ixtoc I, Campeche, Golfo do México (junho/1979)

Volume: 454 mil toneladas (251 piscinas olímpicas)
A plataforma mexicana Ixtoc 1 se rompeu na Baía de Campeche, derramando cerca de 454 mil toneladas de petróleo no mar. A enorme maré negra afetou, por mais de um ano, as costas de uma área de mais de 1.600 km2.

3- Poço de petróleo Fergana Valley, Uzbequistão (março/1992)

Volume: 285 mil toneladas (158 piscinas olímpicas)
Trata-se de um dos maiores acidentes terrestres já registrados. Em março de 1992, a explosão de um poço no Vale da Fergana afetou uma das áreas mais densamente povoadas e agrícolas da Ásia Central.

4- Atlantic Empress, Tobago, Caribe (julho/1979)

Volume: 287 mil toneladas (159 piscinas olímpicas)
Durante uma tempestade tropical, dois superpetroleiros gigantescos colidiram próximos à ilha caribenha de Tobago. O acidente matou 26 membros da tripulação e despejou milhões de litros de petróleo bruto no mar.

5- Nowruz, Irã, Golfo Pérsico (fevereiro/1983)

Volume: 260 mil toneladas (144 piscinas olímpicas)
Durante a Primeira Guerra do Golfo, um tanque colidiu com a plataforma de Nowruz causando o vazamento diário de 1500 barris de petróleo.

6- ABT Summer, Angola (maio/1991)

Volume: 260 mil toneladas (144 piscinas olímpicas)
O superpetroleiro Libéria ABT Summer explodiu na costa angolana em 28 de maio de 1991 e matou cinco membros da tripulação. Milhões de litros de petróleo vazaram para o Oceano Atlântico, afetando a vida marinha.

7- Castillo de Bellver, Africa do Sul (agosto/1983)

Volume: 252 mil toneladas (139 piscinas olímpicas)
Depois de um incêndio a bordo, seguido de explosão, o navio espanhol rachou-se ao meio, liberando cerca de 200 milhões de litros do óleo na costa de Cape Town, na África do Sul. Por sorte, o vento forte evitou que a mancha alcançasse o litoral, minimizando os efeitos ambientais do desastre.

8 – Amoco Cadiz, França (março/1978)

Volume: 223 mil toneladas (123 piscinas olímpicas)
Um dos piores acidentes petrolíferos do mundo aconteceu em 1978, quando o supertanque Amoco Cadiz rompeu-se ao meio perto da costa noroeste da França. O vazamento matou milhares de moluscos e ouriços do mar. Esta foi a primeira vez que imagens de aves marinhas cobertas de petróleo foram vistas pelo mundo.

9 – M T Haven, Itália (abril/1991)

Volume: 144 mil toneladas (79 piscinas olímpicas)
Outro superpetroleiro, o navio gêmeo do Amoco Cadiz explodiu e naufragou próximo da costa de Gênova, matando seis tripulantes. A poluição na costa mediterrânea da Itália e da França se estendeu pelos 12 anos seguintes.

10 – Odyssey, Canadá (setembro/1988)

Volume: 132 mil toneladas (73 piscinas olímpicas)
O poço petrolífero localizado na província canadense de Newfounland explodiu durante uma operação de perfuração da plataforma americana Odyssey. Uma pessoa morreu e outras 66 foram resgatadas sem ferimentos.

Fonte: http://www.exame.com.br

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Derrame de petróleo no Niger…

O jornal espanhol El País escreveu hoje que os 400 milhões de crude derramados pela BP no Golfo do México não são nada quando comparados com os 40 milhões derramados todos os anos no delta do Níger desde que a Shell iniciou a extracção offshore em 1958. O artigo chama-se

El delta del Níger lo tiene crudo

É como ter um Exxon Valdez anual durante 50 anos, dizia uma especialista no New York Times. As autoridades nigerianos aproveitaram as palavras duras de Obama para lembrar às petrolíferas que as coisas devem mudar, com planos contra derrames, inspecções de impacte.

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Considerações sobre offshore…

“The era of easy oil is over”, a Era do petróleo fácil terminou, dizia a Chevron em 2005. O desastre ecológico no Golfe do México levanta uma série de questões sobre as técnicas de exploração do petróleo em alto mar. Veja este artigo da Fast Company sobre o tema.

Aqui ficam também os vídeos mais importantes sobre o derrame, da National Geographic às visões aterradoras debaixo do mar.

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As infografias do derrame da BP

Veja aqui gráficos interativos sobre o novo dispositivo do grupo petrolífero britânico BP para tentar conter a maré negra e o alastrar do derrame no Golfo do México. As duas infografias são da AFP, na página do jornal O País.

Para relembrar as primeiras tentativas para colmatar o desastre, veja esta infografia. E finalmente, a mancha de petróleo em retrospectiva, aqui.

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Angola aprende com derrame dos EUA

A Direcção Nacional de Prevenção e Impactes Ambientais do Ministério do Ambiente vai realizar brevemente uma auditoria às sondas de exploração petrolífera que operam no mar angolano, para apurar as condições técnicas e prevenirem-se catástrofes semelhantes à que ocorre actualmente nos Estados Unidos da América.

Veja aqui o artigo/dossier do semanário O País sobre as medidas de prevenção de desastres semelhantes na costa angolana.

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