A OPEP manteve os limites de produção de petróleo, na quinta-feira passada, em 30 milhões de barris por dia, segundo informação dos delegados, que tentam convencer o maior produtor, “a Arábia Saudita”, a reduzir unilateralmente os fornecimentos de forma a conter um decréscimo de USD 30 (19,32 libras) nos preços.
Diversos membros da OPEP apelaram a Arábia Saudita, para manter o fornecimento no limite acordado colectivamente de forma a defender o valor de US $ 100 o barril em bruto.
“Há no momento um aumento injustificado na produção da organização”, disse o ministro do Petróleo argelino Youcef Yousfi Riade defende um preço moderado de forma a evitar que os custos elevados dos combustíveis dificultam um retorno ao forte crescimento económico no Ocidente.
O petróleo saudita adicional é em grande parte responsável pelo aumento da produção da OPEP a 31,6 milhões de bpd, muito além da meta formal do grupo, inicialmente fixada em Dezembro.
Os preços do petróleo caíram de um pico de US $ 128 para o Brent em Março para US $ 97, em parte porque o cenário económico tornou-se sombrio mas também por causa do aumento da produção saudita em Abril, estabelecendo uma alta de 30 anos de 10,1 milhões de barris por dia.
Dependentes dos preços acima de $100 para equilibrar os seus orçamentos, os países produtores estão preocupados que o preço continue a cair.
Apesar dos preços do petróleo serem tudo menos previsíveis, pois além da relação entre a procura e a oferta, os mercados têm de ter em conta as politicas dos países produtores.
“A história mostra-nos que um colapso financeiro global pode fazer descer os preços do petróleo para $50 o barril, enquanto um ataque contra o Irão pode fazer subir o preço para $150 ou mais”, disse David Hufton da oil brokers PVM.
Fonte: http://www.minpet.gov.ao/VerNoticia.aspx?id=14747

