O bloco 21, localizado em águas profundas no centro-sul da Bacia do Kwanza, a cerca de 200 quilómetros a Sudoeste de Luanda, contém petróleo. A existência de hirocarbonetos foi confirmada a passada semana e revelada pelo presidente do conselho de administração da Sonangol E.P., Manuel Vicente, aquando da assinatura, terça-feira, contratos de partilha de produção respeitantes às concessões de petróleo no Présal angolano.
O presidente da Sonangol E.P. adiantou que ainda estão a ser apuradas as reservas existentes na área, cuja profundidade da lâmina de água varia entre 300 e 1.600 metros. Adiantou entretanto que a confirmação de existência de petróleo na Bacia do Kwanza, remove as dúvidas sobre a sua potencialidade, realçando que os resultados financeiros decorrentes desta confirmação ainda estão por calcular.
Esta descoberta tem tanto mais significado quanto a exploração da região Sul não vem sendo marcada pela obtenção de resultados significativos. Como refere a própria Sonangol “após o insucesso obtido nos blocos 9, 21, 22 e 25 a região sul continua inexplorada. Para o que também contribui a não descoberta de petróleo nas perfurações feitas ao largo da costa da Namíbia país ao sul de Angola”. No entanto, adianta a concessionária no seu site, “não obstante o insucesso na região sul, os engenheiros do departamento de geologia da Sonangol acreditam que nem tudo está perdido em relação aos Blocos do sul.
Pesquisas e análises dos Blocos na bacia do Namibe estão a ser conduzidos e os nossos engenheiros crêem que ainda se poderão ter agradáveis surpresas de produção comercial na região sul”. O bloco 21 compreende, na parte Este, a escarpa da plataforma e, na zona central e oeste, mini-bacias salíferas. Diversas ‘leads’ podem ser identificadas nos carbonatos do Albiano e nos canais Miocénicos. Os modelos geológicos indicam a existência de reservatórios carbonatados de alta energia. Em suma, o bloco 21 tem potencial no Albiano e Miocénico a nível das mini-bacias salíferas.
Fonte: O País